terça-feira, 26 de junho de 2012

Volta ao passado

Fui convidada pela Lúcia do blog "Café e Cetim"  a participar do mosaico  Volta ao passado.
Depois de muito pensar e procurar, pois lembrei de algumas coisas que fizeram parte da minha vida mas não encontrei. Até que me lembrei de algumas fotos da fazenda que morei no norte do Paraná até meus 21 anos de idade

Não tenho fotos daquela época, estas são de pouco tempo atras, muito triste, em ruínas e com pouquíssimos moradores.
Era uma fazenda com muita estrutura, escola, farmácia, igreja, dois armazéns (pequeno mercado), campo de futebol, água encanada, luz elétrica. Chegou a ter cinema. Com o exôdo rural e brigas por herança foi se acabando.

Lúcia, escolho este forno para fazer parte do seu mosaico. Num desses  minha mãe fazia deliciosos pães toda semana. Agora ficou só a saudade, ela se foi e levou a receita com ela.



Deu vontade de  deixar aqui mais algumas fotos que me trazem grande lembranças. Do lado esquerdo a sala de aula onde lecionei dos 15 aos 21 anos.

A leiteria, lembrança das minhas brincadeiras de infância. Aqui formava uma filha de vasilhas no balcão, eu jogava a minha sempre pra trás para brincar mais um pouco.

Time de futebol da fazenda, do lado esquerdo, meu pai treinador do time.

Campo de futebol




Farmácia, quem se lembra de Emulsão Scoti?



Fazenda Maragogipe - município de Jaguapitã -Pr.

;

19 comentários:

Vania Verçosa disse...

Olá Clemilde!

É muito bom relembrar o passado, que delícia.

Bjus...

Lucia Bara disse...

Oi Clemilde!
Que post gostoso, obrigada por participar!
Na minha casa também tinha um forno assim que meu pai fez para minha mãe e ela fazia pães (broas) deliciosos.
As coisas eram mais simples e faceis naquele tempo e tudo era mais gostoso e divertido.
Beijos

Nilda Biagio disse...

Olá Clemilde
Quanta saudade,minha amiga!!!Eu também viví essa época das grandes fazendas de café no norte do Paraná...bom recordar!!
Bj
Nilda

Neli Rodrigues disse...

Que lindas fotos.
É tão bom a gente voltar ao passado.
Bjs

Patricia disse...

senti até o cheirinho do quebrador terminando de assar, meu bisavô é quem gostava de fazer delícias usando o forno de barro e ofogão a lenha
maravilhas,

Elaine Carlini disse...

Pena que antigamente era difícil fotografar. Que saudade dos pães feitos em forno de barro. Mas já estou programando pra fazer um na chácara. Tenha um dia produtivo. Bjos Elaine Carlini

Regina Coeli disse...

Olá Clemilde!
Meu nome é Regina Novello.
Passei por aqui e me deparei com lindas imagens de família.
É muito bom recordar, principalmente quando são lembranças de momentos felizes e especiais de nossas vidas.
Parabéns pela postagem e se vc me permite vou continuar "fuxicando".
E pelo jeito vou vir sempre pois gostei muito.

Vilmo Passarella disse...

Clemilde - Bom dia.

Passeando por aqui, surpreendi-me com sua "volta ao passado", mais precisamente na Fazenda Maragogipe, onde também morei com minha família no período de 1951 até o final de 1954.Trabalhei na oficina mecânica ao lado da usina termo elétrica.

Tenho também minha história vivida naquele belo e saudoso tempo que gostaria, se você permitir, conta-la em breve resumo sôbre a fazenda e pessoas de convivio na época.

Fico na expectativa.

Vilmo Passarella
de Campinas(S.P.)

Elza barbosa paiva disse...

olá clemilde meu nome é maria da gloria eu estava procurando informações do lugar onde nasci, fazenda maragojipe na cidade de eusajaguapitã no ano de 1952,na época o dono da fazenda era seu Lício,vivi por lá até os meus 7 anos,minha mãe chamava-se lurdes e meu pai Antônio anbos trabalhavam na fazenda.Gostaria de saber como faço pra chegar até lá,qual a melhor opção moro em são paulo e o contato que enviei é de uma amiga que tem como me passar as informações caso precise me encontrar e-mail é neusa.paiva@bol.com.br.

Nivaldo Palardino disse...

OI Clemilde...eu morei na Fazenda Maragojipe em meados dos anos 60 e 70...mas precisamente eu nasci lá eu fui seu aluno nos anos de 65..ate se não falha a memória ate 70... recordo muito bem de vc...era uma professora bem nova...e tinha uma caminhonete que levava as professoras até Jaguapitã....tinha outra professora a D. Leia..e tinha algumas freiras tb... então eu abri um grupo no facebook para reaver aquele pessoal...se der pra vc entrar...o grupo é FAZENDA MARAGOJIPE. Fiquei muito feliz em ter noticias sua, afinal vc foi a minha primeira professora. bjs e abraços e fique com Deus!

Vilmo Passarella disse...

Clemilde - Bom dia.

Desculpe a demora em retornar para "contar" a minha história vivida na Fazenda Maragogipe...vamos a ela:

-No início de 1951, acompanhei meus pais e meus irmãos em mudança de Campinas(SP) para a fazenda, participando assim, do projeto de obras que dariam sustento as suas atividades, a saber:

Oficina mecânica com meu irmão Ary como proprietário até sua negociação de venda para a Maragogipe. Trabalhei nessa oficina até início de 1955, quando retornamos para Campinas;

Montagem da cerâmica com meu irmão Labille coordenando e gerenciando suas atividades;

Usina termo elétrica com meu pai Arthur trabalhando em sua construção e gerenciando suas atividades de produção e distribuição de energia elétrica;

No escritório de administração e contabilidade, meu irmão Arthur(Gino), trabalhou como contador juntamente com o Sr. Célio.

Não poderia deixar de mencionar também a pessoa do Dr. Rubens Alvaro Bueno, gerente geral da fazenda, que exerceu seu comando com muita competência, coragem e sabedoria na exigência de disciplina e respeito de todo o pessoal colaborador.

Farmácia: Sr. Eurico

Armazém: Sr. Tatto e Darcy

Administrador de lavoura: Sr. Pedro

Tratorista: Ditinho(cego de um olho)

Esse é um breve relato de minha participação na história dessa fazenda. Poderia alongar-me mais, porém ocuparia um espaço muito grande nesse blog.

Coloco-me à disposição para mais comentários se assim for de interesse.

abraços
Vilmo Passarella
Campinas - S.P.


Clemilde disse...

Olá Vilmo, que emoção!

Eu nasci na Fazenda Maragogipe em 1952, quando eu tinha quase 5 anos meu pai se mudou para Londrina, Rolândia e fazenda Santa Maria. Ficando pouquíssimo tempo em cada lugar.
Voltamos para a Maragogipe eu ainda não tinha 7 anos. Lá estudei o curso primário e depois ia todos os dias para Jaguapitã fazer o ginário. O primeiro ano fiz com o Carlos filho mais velho do seu Gino.

Terminando o ginásio comecei dar aula e fazer o curso de magistério. Lecionei lá 6 anos até quando meu pai resolveu vir para São Paulo, nesta época eu estava com 21 anos.

Vi crescerem os filhos do seu Gino, lembro bem do Dr, Célio, do seu Eurico da farmácia. Depois fui aluna da mulher dele no magistério quando eles já estavam em Jaguapitã.

O Ditinho tratorista tem uma filha casada com meu primo.

Eu era muito amiga da filha mais velha de seu Pedro administrador. Agora ele mora na Fazenda Nova Maragogipe. Lembro do seu Rubens que foi gerente também

Não sei se te contei da outra vez. O ano passado passei na Maragogipe,que agora tem outro dono. Ela está dividida, a rua da farmácia que eu morava já não existem casas, se acabaram com o tempo que ficou abandonada, e as derrubaram

Ah! Eu morei na rua da fazenda que fazia fundos com a cerâmica.

Pena que na época era difícil registrar a grandeza daquele lugar. Eu não tinha fotos nenhuma, as que tenho no blog ganhei de colegas que lá estiveram.

Se quiser me escrever por email é clemilde@gmail.com

Um abraço

Vilmo Passarella disse...

Clemilde - Bom dia.

A vida realmente é uma caixa de surpresas. Impressionante como o nosso mundo é pequeno. Conhecí este blog "brincando" com o meu celular e para minha grata surpresa, você estava contando sua história na Maragogipe.

E eis que você conheceu meus sobrinhos, filho do mano Gino.

O Carlos está morando aqui em Campinas com seu filho Eduardo.

A Sonia mora em Rolândia.

O Antonio Carlos mora nas Minas Gerais.

O Ditinho então é quase seu parente. Ele tinha na época um irmão que se chamava Sebastião e era motorista na fazenda.

Acredito que o Rubens que você conheceu não é o que foi gerente da fazenda. Ele desligou-se, se não me falha a memória, em 1953.

Eu tenho ido regularmente para Londrina, onde reside e trabalha minha sobrinha, Ana Maria, viuva do Arthur Carlos, um dos filhos do mano Gino e, assim, visitado o que restou da fazenda...coisa muito triste.

O seu pai, o que fazia na fazenda?
Quem sabe eu o conhecí.

De qualquer forma, desse resumo de história, fica a satisfação e a emoção de poder compartilhar nossos bons momentos vividos neste distante passado, porém, sempre presente.

Meu e-mail: vpax@uol.com.br.

Vamos sempre que possível, trocar comentários.

Abraços
05/8/14 - 11:37












Clemilde disse...

Olá Vilmo!

Desta vez eu é que demorei te responder. Meu pai foi internado quinta feira passada para operar o quadril, na hora teve febre. Ficou no hospital até hoje, conseguiu operar e está na UTI se recuperando.

No hospital falei de você pra ele, não conseguiu se lembrar e acha que você também não irá se lembrar dele. Na época trabalhava na Serraria. Disse que conheceu bem seu pai Artur e pediu que eu perguntasse se você conheceu Labile da cerâmica. Hoje relendo o seu comentário vi que Labile é seu irmão. Quero falar pra ele assim que melhorar.

Não sei se você voltou mais tarde lá a passeio, ele passou a trabalhar fazendo queijo e manteiga.

No tempo que você morava lá nós morávamos na rua do meio. Se não me engano na segunda casa perto da casa do gerente. Depois que saímos e voltamos para a fazenda moramos na rua que seu irmão Labile morou. Na infância duas casas pra baixo e depois vizinhos a esta casa.

Gosto muito de recordar o passado, é como escrever minha história, sempre que quiser escreva.
Eu ia escrever por e-mail, mas não reconhecu seu endereço verifique se não tem nada errado.

Um abraço
Clemilde

Raissa Fogaça disse...

Maria Nilva Fogaca & Jose Fogaca adotaram uma crianca em meados de 1957.O suposto nome do pai da crianca era Pedro,ele ficou sozinho com 4 meninas apos sua esposa ter falecido no parto.Alguem que viveu nA fazenda lembra dessa historia.?

Clemilde disse...

Ola Raissa!
Nesta época eu tinha 5 anos e não tive conheciemnto, vou perguntar para meu pai, se ele souber de alguma coisa eu te escrevo;

Unknown disse...

Olá tive uma parte da minha infância vivida nessa fazenda sou neto da dona lurdes e do António cocada e sou filho do ticó

Paulo Augusto disse...

Olá sou neto da dona lurdes e do Antônio cocada filho do ticó eu também passei parte da minha infância nessa fazenda só quem passou por lá sabe como erra

Clemilde disse...

Olá Paulo!
Conheci muito seus avós e fiz a quarta série com seu pai. Sim esta fazenda tinha um encanto que só quem morou lá sabe.Tenho muita saudade de tudo e de todos que fizeram partre da minha vida até os meu 21 anos. Se tiver face ou outra página parate escrever, espero que veja este meu comentário.